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Eu faço o Esporte ou eu sou usado pelo Esporte?

 
     O esporte escolar, muitas vezes, é um reflexo do esporte competitivo. Este divulgado e incentivado pelos
meios de comunicação, que atendem anseios do mercado consumidor, fortemente ligado ao ideário do
sistema capitalista.
     Devemos entender tais propósitos – que estão postos de forma oculta, o que nos torna passivos e legitimadores desse sistema – para que possamos sair da condição de consumidores passivos e nos tornarmos entendedores da situação. Dessa forma, como podemos observar as intenções da mídia, presentes nas transmissões do esporte? E como entender o que está por trás de tal discurso? Você seria capaz de diferenciar o esporte dito “escolar” daquele esporte veiculado pelos meios de comunicação?

      Quando pensamos em esporte na escola, pensamos diretamente na Educação Física. Esta disciplina tem-se apoiado na prática esportiva como forma de legitimar-se nos currículos escolares. O esporte praticado no meio escolar serve, principalmente, como forma de socialização, mas não é explorado em toda sua potencialidade transformadora. Neste trabalho, procuraremos, por meio de diversos questionamentos, proporcionar maior entendimento a respeito do esporte competitivo: sua origem, evolução, identificação com o sistema capitalista, intenções da mídia presentes nas transmissões, e diferenciá- lo do esporte escolar para ampliar as perspectivas de uma prática pedagógica consciente. Queremos também que você entenda
o que está por trás do discurso da mídia e sua real intenção quando o assunto é esporte.

Evolução do Esporte até a Profissionalização:
     “O esporte que conhecemos hoje é fruto de profundas transformações sociais ocorridas com o advento da chamada Revolução Industrial na Europa dos séculos XVIII e XIX, com origens, sobretudo, inglesas.” (BETTI, 2004, p.17)
     Para entender o processo histórico em que surgiu o esporte, tão apreciado pela sociedade contemporânea, é necessário compreender algumas das transformações sociais que ocorreram naquele contexto. Entre os séculos XVI e XVIII, a sociedade européia era organizada em estamentos, ou seja, a posição dos sujeitos na hierarquia social era definida pelo seu nascimento. As pessoas que descendiam da nobreza tinham direitos e privilégios sociais muito maiores que o povo. Mesmo a burguesia, grupo social que se desenvolveu aos poucos, ao longo daquele período até conquistar o poder econômico, não gozava dos mesmos direitos que os nobres.
     Essa situação passou a ser questionada mais intensamente, no século XVIII, pelos filósofos franceses do movimento iluminista. Estes filósofos opunham-se ao poder absolutista do rei, à intervenção deste na economia, aos privilégios do clero e da nobreza e defendiam a igualdade jurídica, a separação dos poderes e a liberdade econômica. As idéias desses pensadores influenciaram as revoluções que levaram a burguesia a conquistar o poder político, como a Revolução Francesa, ao final do século XVIII, e a organização política contemporânea.
     A burguesia, classe que passou a ter forte influência sobre as demais, utilizava-se da pratica esportiva como forma de normatizar e disciplinar seus próprios filhos, a fim de prepará-los para saber controlar as tensões sociais. Ao mesmo tempo em que essa classe social buscava conquistar o poder político, consolidava-se seu poder econômico por meio da Revolução Industrial. No século XIX, com as reivindicações da classe operária para redução das jornadas de trabalho, os trabalhadores obtiveram acesso a um tempo destinado ao lazer. Mas o que fazer nas horas vagas? Junto a isso, intensificou-se o processo de urbanização que criava espaços públicos. Mas como utilizar esses espaços de forma correta? A classe trabalhadora conquistou, após inúmeros enfrentamentos, a redução da jornada de trabalho e alguns direitos como o sufrágio universal. Estas conquistas preocuparam a burguesia em relação à forma como os trabalhadores poderiam aproveitar o tempo de folga. Isso seria uma poderosa arma a ser utilizada contra ela mesma (burguesia), uma vez que com esse tempo de folga e com os espaços públicos disponíveis para os momentos de lazer, seria fácil a criação de movimentos sociais contra a classe dirigente.

Surgimento do Esporte Espetáculo

     A evolução do esporte até tornar-se “espetáculo” aconteceu de forma “natural”, pois, no sistema capitalista, um fenômeno aceito e incorporado tanto pela classe trabalhadora quanto pela classe dominante não poderia passar despercebido. Assim, o esporte, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, passou a ter conotações mercadológicas. O esporte, na segunda metade do século XX, assumiu grande relevância social. Para muitos praticantes, esse fenômeno representava uma forma de status e, principalmente para as classes menos favorecidas, era o meio mais rápido de ascensão social.
     Os meios de comunicação de massa contribuíram para a divulgação e ajudaram a criar essas “falsas ilusões”, valorizando o esporte e tornando- o uma mercadoria de consumo. Mas você sabe por que aconteceu isto? Para atender aos interesses de quem? Redija suas considerações. Alguns pesquisadores escrevem sobre este tipo de desvirtuamento que o esporte foi submetido. Proni (1998, p. 93), com base nos estudos de sociólogos, argumenta que “(...) antes do domínio da televisão mudanças nas regras, estrutura e calendário foram introduzidos para aperfeiçoar o esporte ou incrementar a assistência das partidas. A partir do momento que o controle econômico se deslocou para a televisão, mudanças foram introduzidas para agradar os telespectadores ou gerar mais receita com propagandas”. Um dos exemplos mais claros seria a questão da exploração da mídia sobre o voleibol, o qual teve suas regras alteradas em favor de interesses da televisão, como no caso da exclusão da “vantagem”, e também a inserção do “tempo da TV” que acontece sempre no oitavo e décimo sexto ponto de cada set. Para maiores esclarecimentos consulte o folhas: A relação entre a televisão e o voleibol no estabelecimento de suas regras. Será que isto também acontece com outros esportes?

O Esporte como forma de Lazer Passivo

     O lazer, inicialmente, tinha por objetivo diminuir as tensões presentes nas longas jornadas de trabalho. Neste contexto, referimo-nos a uma forma de lazer denominado de “lazer passivo”, do qual os meios de comunicação, em especial a televisão, fazem uso com bastante propriedade, tornando os espectadores
em potenciais consumidores da “indústria do lazer”. “O espectador conecta a televisão para desconectar-se...” (ENZENSBERGER 1991, apud LOVISOLO, 2003, p. 247). A televisão utilizada como forma de lazer faz com que o ser humano se desconecte da realidade que o cerca, de seus problemas e viva intensamente esse tempo, o qual expressa um sentimento de “prazer”. Mas que prazer é esse? Será que a televisão proporciona uma forma de alienação? E o telespectador que, nesses casos, encontra-se solitário, participando passivamente, não podendo tecer uma crítica ou reflexão ao que lhe é oferecido? Você toma por verdadeiro tudo que é transmitido nos meios midiáticos? O que terá acontecido no incidente com o Brasil na final da copa da França em 1998? O esporte, dentro desse conceito de lazer, influencia os espectadores para a compra do “espetáculo-esportivo”. Essa relação entre o esporte e o consumismo pode se refletir de diversas formas, tais como:
• Compra de ingressos para assistir um evento esportivo;
• Investimentos de multinacionais em marketing esportivo;
• Matrícula de crianças em escolinhas esportivas com pais influenciados pela mídia;
• Compra de calçados e materiais específicos para a prática esportiva.


A televisão e os meios de comunicação em geral, por influenciarem um grande público com proporções, muitas vezes incalculáveis, tornam- se produtores de verdades, criando crenças, ídolos e divulgando informações pertinentes aos seus interesses. Essa produção de idéias e valores é interpretada pelas pessoas como verdades absolutas, sem que haja uma reflexão crítica a respeito de tais modelos, contribuindo, assim, na formação de uma massa consumidora. Para aprofundar essa discussão, consulte o Folhas “Saúde é o que interessa! O resto não tem pressa!”.

O Esporte na Escola:

     O processo de implantação da prática esportiva no ambiente escolar aconteceu, principalmente, na década de 1970, pois alguns anos antes desse período, poucas equipes nacionais conseguiram resultados expressivos no cenário esportivo internacional. Nesse aspecto, Betti (1991) aponta que: O esporte pareceu também ir ao encontro da ideologia propagada pelos condutores da Revolução de 1964: aptidão física como sustentáculo do desenvolvimento, espírito de competição, coesão nacional e social, promoção externa do país, senso moral e cívico, senso de ordem e disciplina. (BETTI, 1991, p. 161)
     Entendia-se, na época, que para um país destacar-se mundialmente, tanto política como economicamente, era necessário destacar-se também nos esportes. Desse período advém, até os dias de hoje, a implantação do fenômeno esportivo associado à Educação Física escolar.
      Atualmente, a razão de a Educação Física escolar apoiar-se em tal fenômeno está relacionada com a “crença comum de que a participação é um elemento de socialização que contribui para o desenvolvimento mental e social.” (LOY et al, 1978 citado por BRACHT, 1997, p.75). Os resultados obtidos pela política esportiva da ditadura podem ser considerados um desastre quase social.
     Ao utilizar-se do esporte nas aulas de Educação Física, muitas vezes a “(...) escola tende a reproduzir os discursos e soluções apontadas pela mídia. Não promove um diálogo. Apenas reforça a obtenção de informação compacta e fácil em detrimento de uma reflexão crítica. Essa situação gera uma ausência de significados (...)” (Gomes, 2001).
     O esporte escolar deve estar caracterizado como “Esporte Educação” e não como “Esporte na Escola”. Do ponto de vista prático, o esporte não pode ser negado, mas sim utilizado de forma que desperte no aluno interesse e prazer e tenha uma intencionalidade educativa, nunca o jogo pelo próprio jogo. Você não acha mais interessante jogar “com” do que jogar “contra”? Obtenha mais informações sobre esta proposta no Folhas de jogos intitulado “Competir ou cooperar: eis a questão”. A prática esportiva deve propiciar a você uma compreensão mais ampla sobre as relações sociais, às quais, constantemente, somos submetidos. Para que, por meio do esporte, possamos entendê-las de forma mais crítica e autônoma, tornando-nos donos de nosso próprio entendimento.

Referências Bibliográficas:
BETTI, M. Educação física e sociedade. São Paulo: Movimento, 1991.
_____. Violência em campo: dinheiro, mídia e transgressão às regras no
futebol espetáculo. Ijuí: Unijuí, 2004.
BOUDONN, R.; BOURRICAUD, F. Dicionário crítico de sociologia. 2.
ed. São Paulo: Editora Ática, 2004.
BRACHT, V. Educação física e aprendizagem social. Porto Alegre: Magister,
1997.
GALEANO, E. Futebol ao sol e a sombra. Porto Alegre: L&PM, 2004.
GOMES, P. B. M. B. Mídia, imaginário de consumo e educação. In: Revista
Educação e Sociedade, Campinas/SP, v.22, n.74, 2001.
LOVISOLO, H. Tédio e espetáculo esportivo. In: ALABARCES, P. (org.). Futbologías-
fútbol, idetidad y violencia em América Latina. Buenos Aires:
E. CLACSO, 2003.
PINSKY, J., PINSKY, C.B. (orgs). História da cidadania. 2. ed. São Paulo:
Contexto, 2003.
PRONI, M. W. Esporte-espetáculo e futebol-empresa. 1998. Tese
(Doutorado em Educação Física). Universidade Estadual de Campinas,
Campinas, 1998.
RODRIGUES, E.F.; MONTAGNER, P. C. Esporte-espetáculo e sociedade:
estudos preliminares sobre a influência no âmbito escolar. Campinas:
Unicamp, 2004.

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Dica de Filme: Gol! O Sonho Impossível

GOL! – O Sonho Impossível é o primeiro filme de uma trilogia que conta a história de um jovem mexicano que sonha em jogar em um grande clube de futebol.
 
 
O personagem principal é Santiago Muñez, um mexicano que quando criança atravessa a fronteira com os pais e o irmão para os EUA. Em Los Angeles, ele joga em um pequeno time chamado Americanitos (no livro) / Los Americanos Jovenes (no filme). Um olheiro inglês um dia assiste uma partida, se encanta com o belo futebol de Santi e consegue um teste para o garoto na Inglaterra. O pai não apoia o sonho do filho, quer que ele continue trabalhando em sua empresa de jardinagem, mas Santiago tem o grande apoio de sua avó, Mercedes.
É com a ajuda dela que ele consegue ir para o teste no Newcastle United. Aos poucos ele vai conquistando seu lugar no time e até se apaixona pela enfermeira do time, Roz, interpretada pela Anna Friel.
O que eu mais gosto nesse filme é ser bastante próximo da realidade. O time é real e vários jogadores participam como eles mesmos. Há uma cena ótima em que Santiago e o astro do time Gavin Harris (que não foi um jogador mesmo) conversam com Beckham, Zidane e Raúl em uma boate. A maioria dos jogadores do Newcastle são atores, mas jogadores de times adversários como Milan Baros e Steven Gerrard marcam presença. Até mesmo o técnico Sven-Göran Eriksson aparece rapidinho.


No DVD, há um making of muito legal com a história da inspiração para o filme e os jogadores famosos que participaram. Também há um documentário sobre futebol na Europa, conta um pouco sobre o Newcastle United e o Real Madrid (na época dos Galácticos Beckham, Zidane, Raúl, Roberto Carlos, tem até o Ronaldo de costas). O ator Kuno Becker diz a lista dos 10 jogadores (+ Santiago) para um vídeo da Adidas, clipe musical, etc.

Veja um trecho do Trailer em Inglês 

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Os esportes coletivos na Educação Física Escolar


Se bem planejadas, as aulas com esportes coletivos ajudam a ensinar conceitos importantes, como técnicas de modalidades variadas, sua história e a importância do trabalho em equipe.

Além disso, garantem as condições para que todos os alunos tenham acesso ao esporte e, ao praticá-lo, desenvolvam suas competências técnicas e táticas, como também a habilidade de se relacionar em jogos coletivos e de solucionar situações-problema gradativamente mais complexas. Para ajudá-lo, NOVA ESCOLA reuniu as principais dúvidas sobre o trabalho com modalidades coletivas, respondidas a seguir.

1. Há idades mais adequadas para introduzir as diferentes modalidades de esporte?
Não. Todas podem ser trabalhadas com crianças de diferentes faixas etárias, mas é importante fazer adaptações com relação ao esporte oficial. Nas aulas do professor de Educação Física Caio de Campos Busca na EMEB Marina Pires de Araujo, em Itatiba, a 80 quilômetros de São Paulo, a turma do 2º ano usa a rede de vôlei num tamanho compatível com a sua altura e bolas grandes e macias (leia o quadro abaixo). É fundamental garantir que todos conheçam os gestos associados a cada esporte. "É preciso dar condições para que todos avancem em seu tempo", explica Alexandre Arena, do Instituto Esporte e Educação, em São Paulo.

2. O que é essencial ensinar às crianças?
Técnicas, conceitos de saúde e história do esporte. Dentro desses temas, observe o que é mais importante para a turma."Em uma classe com conflitos, deve-se fazer atividades que gerem reflexão sobre o respeito ao adversário", diz Adriano José Rossetto Jr., professor da Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro.

3. Campeonatos devem ser organizados?
Sim, pois ajudam a trabalhar conceitos como análise tática e trabalho em equipe. Mas nelas deve haver atividades de que todos possam participar, ainda que isso exija adaptações. "Se só existe lugar para as equipes de alto nível em uma competição, então excluiremos a maioria das crianças", afirma Rossetto.

4. Deve-se propor clínicas de aperfeiçoamento?
Depende dos objetivos. Elas farão sentido se forem uma forma de contribuir para que os alunos se aprimorem nos fundamentos de cada prática. O que não vale é direcionar as aulas para o aperfeiçoamento dos naturalmente mais habilidosos. Para eles, a escola deve criar oportunidades no contraturno.

5. Qual é a melhor forma de montar as equipes?
A organização deles deve ser feita de acordo com seus objetivos, mas sempre garantindo grupos heterogêneos: estudantes de diferentes portes físicos, mais e menos habilidosos, meninas e meninos. É essencial que todos vivenciem cada um dos papéis no coletivo para que treinem diversas habilidades. No jogo de futebol, é um erro destacar as meninas sempre para as posições de defesa. "Elas podem defender no primeiro tempo, enquanto os meninos atacam. Porém, no segundo tempo, a situação se inverte", lembra Marcelo Jabu, coautor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Educação Física. O único cuidado é não delegar essa tarefa às crianças. Elas vão se unir por afinidades e os objetivos da atividade não serão garantidos.

6. Qual deve ser o papel do professor durante um jogo?
É importante observar a partida para avaliar constantemente as atividades desenvolvidas pelos alunos. "Ele deve perceber se a atividade está adequada e se mantém os alunos motivados", diz Rossetto (leia a sequência didática). Também é papel do docente esclarecer regras e mediar conflitos. A função de árbitro, nos jogos, pode ser delegada aos alunos. "Assim, eles refletem sobre a importância de tomar decisões se baseando em regras preestabelecidas e respeitá-las", completa Jabu.

7. Como estudar a fisiologia do esporte na aula?
Os alunos podem identificar as capacidades físicas mais exigidas, como força, resistência, flexibilidade, ritmo, coordenação e velocidade, e que interferem diretamente na realização de determinados movimentos. Por exemplo, ao jogar futebol, as crianças podem ser questionadas sobre o que é necessário para que se saiam cada vez melhor. Nas respostas, a questão da força e da velocidade aparecerá. Você deve levantar essas capacidades com a turma e depois ajudar a construir os conceitos associados a elas.

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Brasil vira sobre Bielorrússia e garante vaga às quartas

Mesmo sem uma grande atuação, o Brasil fez o suficiente para se classificar às quartas de final do torneio de futebol da Olímpiada com uma rodada de antecipação. Depois de sair atrás do placar, a seleção virou sobra a Bielorrússia com gols de Pato, Neymar e Oscar para fazer 3 a 1 e chegar aos seis pontos no grupo C.
Brasil, sem brilhar, vira com lampejos de Neymar e se classifica às quartas
Agora, os brasileiros fecham a participação na chave na quarta-feira, às 10h30, contra a Nova Zelândia, em Newcastle. A partida tem transmissão ao vivo da ESPN Brasil.

Logo no início da partida disputada no estádio Old Trafford, a Bielorrússia surpreendeu ao abrir o placar. Renan Bardini Bressan, um brasileiro naturalizado bielorrusso que joga pelo Bate, um dos principais times do país, tocou de cabeça no canto do goleiro Neto.

Num lance parecido, Neymar limpou a jogada pela ponta-esquerda e cruzou para Alexandre Pato, titular no lugar de Leandro Damião, se antecipar à zaga e fazer de cabeça o gol de empate.

O Brasil seguia com a posse de bola, sem levar mais sustos do adversário europeu. Mas, pouco objetiva e com um ataque sem muita inspiração, a equipe nacional criou poucas chances e foi para o intervalo com 1 a 1 no placar.

Na volta para o segundo tempo, mais domínio do Brasil, que começou a arriscar de fora. Primeiro Marcelo e depois Oscar assustaram o goleiro bielorrusso com bons chutes da entrada da área, mas Gutor espalmou para escanteio.

Só aos 20 minutos que a seleção conseguiu respirar aliviada. De falta, Neymar acertou um ângulo em lance de muita precisão para garantir a tranquilidade ao Brasil, que passou a tocar a bola e deixou o tempo passar em Manchester. No fim, Oscar quase imitou Neymar, mas o goleiro bielorrusso defendeu a bela cobrança do agora jogador do Chelsea.

E já nos acréscimos, o lance mais bonito do jogo: Neymar recebeu lançamento, limpou a marcação com um drible de cabeça e tocou de calcanhar para Oscar. O camisa dez, já dentro da área, bateu colocado, no alto, para concluir com gol a bela jogada do santista.

Pelo grupo B, o México bateu o Gabão por 2 a 0, com dois gols de Giovanni dos Santos.

BRASIL 3 X 1 BIELORRÚSSIALocal: Estádio Old Trafford, em Manchester, Inglaterra
Data: 29 de julho de 2012, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbibtro: Yuichi Nishimura (JAP)
Assistentes: Slim Jedidi (TUN) e Osiris Guzman (DOM)
Cartõesamarelos: Kozlov (BLR)
 
Gols:
BIELORRÚSSIA: Bressan, aos 7 do 1 Tempo
BRASIL: Alexandre Pato, aos 14 do 1 Tempo; Neymar, aos 20, e Oscar, aos 47 do 2 Tempo 

BRASIL: Neto; Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo (Danilo); Sandro (Ganso), Rômulo e Oscar; Neymar, Hulk e Pato (Lucas)

Técnico: Mano Menezes

BIELORRÚSSIA: Gutor; Kuzmenok, Politevich, Kozlov (Gavrilovich) e Polyakov; Dragun, Baga, Bardini Bressan, Aleksievich (Voronkov) e Gordeichuk; Kornilenko (Zubovich)
Técnico: Georgy Kondratyev

 

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